Os vampiros da Baía secreta

05
Jul 08

Tu és, flor bela...

Flor, dos meus pensamentos.

Não me ligas, e eu protesto...

Contra o teu descaramento.

 

Tu és, nome amado,

eu, nome jogado...

Juntando os dois num só nome,

fica tudo Baralhado.

 

Assim terminam,

os dias mais felizes, da minha vida.

Dou-te, uma flor vermelha,

e beijo-te, na despedida.

 

     Cristóvão Marquez    

        20-04-1981

 

publicado por crimenobairro às 17:35

Na angústia do ser, existe a confissão.

Na perplexidade! Está a emoção.

Ser estranho, faz parte da minha composição.

Angustiante é, não saber perder a razão.

 

Sou um ser, parte do mundo,

onde sempre existe a contradição.

Saber corrigir, é saber que errei...

E pedir perdão! Onde falhei.

 

 Foste musa da minha inspiração,

não nego, essa admiração...

A noite guardou essa recordação,

o dia trouxe a humilhação.

 

Amizade é!.. sentimento

de valor real, sem sofrimento.

É ego da minha existência,

guardar a amizade do conhecimento.

 

Inocentemente!...  Perspicaz,

ao deixar-me na leviandade,

da emoção...

Perder a razão, pelo coração.

 

Cristóvão Marquez    

                       11-06-2007

publicado por crimenobairro às 17:15

É, inútil negá-lo,

o poder da beleza.

é, aperfeiçoá-lo,

até á gentileza...

 

Cria curiosidade!...

Desperta emoção.                             

Cria, descriminação,

desperta ansiedade.

                                  

Sabemos, que é!

Momento biológico da vida,

vida, vida, que é!...

Curta e, destemida.

 

Saber ser, quem é!..

É algo, relaxante...

É saber ser, o que é!...

Inteligente, e cativante.

                       

Por momentos na vida

Há, quem esqueça!...

E ande perdida,

Por não ter, quem a mereça.

 

Beleza, é ingrediente,

mas não suficiente!...

É, necessário ser inteligente,

ser surpreendente.

 

Saber ler!...Comportamentos,

É, não sair derrotado

nos sentimentos!...

Do, prazer amaldiçoado.

 

A beleza, um dia lá vai...

O sentimento também vai!..

A não ser, enredo pela inteligência,

carinho e permanência.

 

   Cristóvão Marquez    

       29-06-2007

 

publicado por crimenobairro às 17:14

        O sentimento, é dor...

             A dor é, poder!...

               O poder,

               mais afrodisíaco da natureza.

               Nos adolescentes aventureiros,

               a rebeldia é, denominador comum...

               Os sonhos irreais, os poderes sub-naturais,

               são fantasias do mais mortais…

               Os amores encantados,

               das belas e doces princesas,

               com centos de histórias para contar,

               aos príncipes amaldiçoados.

               É nesta altura que tudo começa,

               como começam as coisas grandes!...

               Com um sonho maravilhoso.            

Cristó               

   Cristo           Cristovão Marquez   

                           16/10/2007

 

publicado por crimenobairro às 17:09

Não é assim tão difícil ser feliz…

Liberta-te, ousa-te. Não penses, sente!..

Provoca-me, escandaliza-me e surpreende-me!...

Hoje e, agora... Faz o que quiseres de mim, choca-me!...

Quero-te mulher de "M" grande!!! AGORA, já…

Não troco estes meus momentos de, loucura…

Por nada no mundo, NADA…

Preciso destes devaneios, como do ar para respirar…

Sabes uma coisa?

Está mesmo tudo cá dentro,

Na forma como olhamos, o que nos rodeia…

Uma mistura de responsabilidade e maturidade mental,

com juventude e vitalidade,

assim vejo! O ponto de consolidação,

Para melhor viver o futuro…

Os olhos! Esses estão presos... Aos teus.

Sem tensão, inamovíveis…

Bebo devagar, propositadamente…

Para ler os arcos das íris dos teus olhos mágicos…

E não me deixas olhar, bem de frente…

Enfrentas-me a demora no olhar…

Olhamos com presença,

Simplesmente a saber-nos frente a frente,

No pequenos espaço onde nos encontramos…

Olho-te ainda... Mas pego no copo,

Desiludindo a entrega da tua espera…

Mas não, não vou beber…

Que faço eu com este gesto?

Sonhei…

A bebida estampava-se indecentemente no teu decote,

Salta, salpica tudo, desfaz-se no ar, escorre por ti toda,

Entranha-se em doce-salgado pelas tuas roupas limpas e frescas…

Tu continuas a olhar-me em desafio, desprotegida mas segura,

A ver se sou capaz de fazer pior,

Se terei a coragem para tal…

Quero acabar a bebida em ti, o doce champanhe…

Obrigar-me, a ir buscar com os lábios e a ponta da língua,

Cada gota que te modificou o cheiro da pele,

Mas não quero deixar de te olhar,

Não quero perder o desafio…

Estendes a mão esquerda solenemente,

Alcanças decidida e friamente,

O interruptor da luz do teu quarto!...

Os nossos olhos, deixam de se ver de repente…   

Mas os nossos cheiros, e os nossos sabores,

Cumprimenta-se furiosamente,

Nunca te esqueço…

 

Cristóvão Marquez

                       07-02-2008

publicado por crimenobairro às 17:07

 Aqui, basto eu!..

 Nas tuas entranhas,

 lágrimas, correram,

 leitos de sangue,

 tansformaram-se,

 em regatos.

 

Aos quatro cantos,

do mundo,

gritas-te!...

Aqui, basto eu!...

Aqui, basto eu!...

 

Guerreiro,

guerreiro andante,

assim te defendeu.

Por vossa história,

heroicamente revelas-te!

a Natureza 

o Perfume,

que debruças-te...

 

O teu seio, ofereceste-me

para que eu,

neste mundo murmurasse,

Terra prometida!...

Terra encantada,

vila enamorada,

maravilha,

minha amada.

                                  

José Mendes         

 25-05-1986

 

publicado por crimenobairro às 16:59

Cabo Verde, Sal 2006

 

Só a estrela será, testemunha,

da ansiedade do conhecer.

A noite será, madrinha,

da profundidade do prazer.

 

Das entranhas dos vales,

aos seios das montanhas,

o horizonte alcançando,

e abraçando o Sal enamorado.

 

A tarde cai, com a magia da caipirinha.

A tarde vai, com nostalgia.  

A noite perde-se com a folia...

A noite desaparece, amanhece a morenia.      

 

Só a estrela será, testemunha,

da ansiedade do conhecer.

A noite será, madrinha,

da profundidade do prazer.

                       

A libertação, dos encontros finais.

Os olhares ternos, dos desejos fatais. 

A permuta de abraços, com a promessa da telefonia.

O sorriso safado do Sol, levado por a ventania.

 

Ai, ai, Cabo Verde, que já lá vais.

Ai, ai, Baia, que estás na pontaria.

Noite tropicana da Baia,

São prazeres, da minha fantasia.        

 

Só a estrela será, testemunha,

da ansiedade do conhecer.

A noite será, madrinha,

da profundidade do prazer.

 

          Cristóvão Marquez                             

               01-12-2006

 

publicado por crimenobairro às 16:56

Eras tu, Mulher!

 

Procurei-te em vários lugares.
Em bosques encantados,
em grutas de fantasmas assombrados...
Tentei tudo para te alcançar,
invoquei a magia das fadas,
fiz feitiços com o luar,
mas, nada me levou até ti.
Toquei rostos,
ouvi músicas.
pintei quadros com aguarelas
de sonhos e ilusões de crianças,
vendo no seu rosto ingenuidade
carinho, doçura e conforto,
mas, também não estavas aí...
Depois, parei, ouvi e senti.
Ouvi murmurar a tua voz
baixinho como uma brisa,
ténue como a luz do Sol
ao anoitecer,
senti de ti um aroma de flores
tímido e assustado
dizendo-me que eras tu, Madalena!
Finalmente percebi
que tu estavas ali,

Estarás, sempre nos meus olhos,
e irei gostar sempre de ti,

Estejas tu, onde estiveres!

 

Cristóvão Marquez

                        23-12-2007

publicado por crimenobairro às 16:54

          

        Nem sempre somos compreendidos,

        na necessidade de vencer...

        Faz parte do nosso ser, o crer!...

        Por vezes, acordados sonhamos,

 crerem dominar o mundo.

       Traríamos paz, amor e igualdade...

       Alegrias e fantasias,

       á vida de todos os dias.

       Existe em nós,

       a mágoa da, desigualdade,

       corremos mundo,

       atrás da felicidade...

       Somos loucos e, explosivos,

       quando alguém nos derrota.

       O sentimento de revolta, é profundo...

       Sentindo a necessidade de o invertermos.

       Lutamos diáriamente,

       Com todas as forças...

       Quem nem imaginamos que, possuímos.

       Acreditamos, na teoria da relatividade!...

       E partimos do principio,

       que todo o ser é, igual.

       Uns esforçam-se e, evoluem...

       Outros não passam,

       de parasitas da sociedade.

       Acreditamos, num ser supremo,

       que não identificamos.

       Tentamos compreender,

       tudo,  que é transcendente.

       Será que há assim muita gente?

       Ou seremos nós,

       Loucos para sempre!...

                                

         Cristóvão Marquez

              21-06-2007

 

publicado por crimenobairro às 16:46

Mulher 

Mulher cor da vida,

de uma sociedade em democracia.

Mulher lírio de pântanos cinzentos,

como a rosa de pérolas perfumadas,

no seio de um jardim maltratado.

Ser-se tão feminina, querida e bela,

única em dar luz, rebentos puros de vida.

Só o machismo de rochedos te maltratam,

não permitindo a libertação,

das correntes do isolamento.

És única no poder de sedução,

és inteligente na ambição.

Seduzindo a sociedade com delicadeza,

libertando-te para a competitividade,

pl’ a profissionalização.

Oferecemo-vos uma rosa,

Como símbolo da razão. 

 

Cristóvão Marquez

8 de Março de 2004

 

 

publicado por crimenobairro às 16:15

Beleza

 

Longe da civilização, a beleza emergida no oceano

Perdida na multidão a cidade nua de decoração

Povos passados a enfeitiçaram

Hoje é símbolo de uma nação

 

Sereias a esculpirem o mais belo, em tardes de Janeiro

Foi em tempos passados ao largo do rio

Hoje esculturas vivas a fazem alegrar

Em dia de Carnaval a bailar

 

Sonhei perde-me, ao conhecer-te

Entre o corcovado e o horizonte,

Nas escarpas rochosas do açúcar.

Ou nas vidas activas de Copacabana.

 

Em dia cinzento e viscoso

A caminho da beleza entre águas emergida

No seio do ninho entre irmãs

Senti a ilha do teu nome

 

 Sois Belas, mais belas que o sol no horizonte,

Apaixonei-me por o mistério, a indiferença.

Da janela aberta da visão

Para sentimentos de outra dimensão

 

A sensibilidade da natureza

Nas mãos da erosão, ou da fortaleza.

É a teia da vida

De quem tem alma, mas não coração.

 

Cristóvão Marquez

                       10-06-2007

publicado por crimenobairro às 16:13

A realidade aos meus olhos!

 

Minha querida,

A diferença está patente,

Uns enfrentam,

Não se esquecem das pessoas que o rodeiam.

Outros isolam-se de tudo e todos,

Pensando assim resolver as situações mais complicadas

É obvio, que quem se fecha em si próprio.

Nunca vai ser incomodado,

Porque não incomoda…

Ao contrário, quem vai á luta…

Incomoda, e é incomodado…

Pois, traça normas e regras,

Que cumpre e faz cumprir

Para ter sucesso….  

E como não pode agradar

A gregos e troianos…

Á sempre alguém, a criar obstáculos…

Mas é aqui que se marca a diferença

Sendo determinado…

Solucionando, e ultrapassando as barreiras…

Mas nunca desistindo.

Minha amiga,

Não lideres projectos…

Porque se o fizeres,

Vão ser fracassados…

Demonstras-te que ao primeiro problema,

Vais desistir, e perder tudo…

O que construís-te até então.   

 

Cristóvão Marquez

                        5-6-2008  

publicado por crimenobairro às 16:10

  

Sentimento 

  

A leveza do sentimento pode ser loucura,

O raiar do sol ternura.

A vingança, a sede da bravura,

Mas nos caminhos estreitos da escuridão,  

Sentem-se os passos do funâmbulo sob o arame,

Soletram-se, palavras de uma antiga escrita,

Onde a decifração não podemos falhar,

É como no circo, onde seres místicos alucinados,

Andam numa dança perigosa sob o abismo,

Tornando a vida grande:

Voo, enigma e perigo, 

Exactidão, equilíbrio e medida,

Rendidos á realidade.

No circo, atravessamos o espelho,

Ao encontro de uma história que nos conte,

Os palhaços, são perversos e gentis,

Com o gesto, de simpatia que nos sorri,

E, o rosto pintado de indiferença,

Cercando o sonho de todos nós,

Como o mágico, que com um gesto nos desmente,

O cenário virtual que nos alimenta.

Ou como o arco do tempo que dispara a luz,

Que como uma sombra nos apaga.

As nossas angústias tornam-se imagens.

As certezas, vislumbres.

As sensações, cores.

E a nossa tensão, é tão densa que se pode tocar. 

Eu sei, que não há maior encantamento do que o olhar

O que é mais alto, que o medo.

É como se lembrasse o que fui antes de fazer da vida,

O que a vida fez de mim. Construir uma fortaleza

Contra a vida que se nega, negando-nos.

 

Cristóvão Marquez

                       14-06-2007

 

 

publicado por crimenobairro às 15:55

 

 

Festa na Aldeia

 

Almas riam de alegria,

Era véspera… de tão esperado dia.

O sol cai-a, não tardava a noite…

Para no adro, Esquecer as latinas do azeite

Que Paz! Nem uma árvore bulia,

A não ser o povo que todo mexia.

Quando passei por ali,

Diziam baixinho, e eu li,

Festa em honra do santo,

Não me recordo o nome, mas vi o busto,

Enfeitado de leves sedas,

Junto moças lhe entregavam suas tristezas.

Ao lado, uma fogueira…

E uma pobre velha, toda gaiteira…

- Ó ti´Maria; Ó Tonho.

À noute v´á festa, é de sonho

- Atão na vou!...

Logo eu, s´tá claro que vou!..

Fui j´á acostureira…

À duzeca, á Sulmira…

Amanhar uma sainha,

Sabe com´a é Letinha!...

- Olhe tá´i, o rancho e uns caojuntos,

P´ra dar-mos a´pé juntos.

Os altifalantes badalaram,

E a toda a gente enganaram,

Aparecia o povo enfatiado,

Como se fosse a um baptizado.

Chegavam meia dúzia de engravatados,

Logo se acomodaram como felizardos,

Ganhariam… uma nota preta,

Aquela gente que caiu na treta.

Tudo arranjado, mais parecia uma constelação,

Dali a pouco deu-se uma revolução,

Esperavam o malhão, ou o Português de Braga,

E não aquela maldita praga…

Estrangeira, Pop, da inovação!...

Para um Povo, que não tem essa vocação.

È como o mundo fazer penitencia

Na sua inteira inocência.

Ao longe perdia-se em passos lentos,

O povo a dizer os seus mandamentos…

 

Cristóvão Marquez

22 -05-1992

 

 

publicado por crimenobairro às 15:49

                                     Crime no Bairro

 

                              Será? Num pequeno bairro das Europas,

                                      Ouvem-se gemidos, trazidos por marés,

                                      Serão vozes de povos, ou de Moisés…

                                      Contra os crimes, de, o és Cachopas

 

                                      Só Mates, e, o cenário galáctico,

                                      Da vida, que nada dura para sempre,

                                      A teimosia, das aldrabices do político,

                                      Das filosofias, do movimento da mente…

 

                                       Kant e Aristóteles,

                                       Homens de letras e pensamentos…

                                       Moisés e Sócrates,

                                       Teóricos dos dez mandamentos…

 

                                       O povo do bairro sul, afia os olhos,

                                       Olhando a norte, o bairro das esmeraldas,

                                       Sem o betão, para as caminhadas,

                                       Orgulha-se, dos mimos aos seus povos,

 

                                       A norte do Trópico, continuam as fainas,

                                       Do mar, da terra, o povo aconchegas!...

                                       Aos homens de Einstein, ficou reservado,

                                       A invenção das tecnologias, do mais avançado.    

                                                                                                          

                                        A sul, o crime dos pacóvios…

                                       Matam a natureza, abrilhantam a mesa,

                                       Com a dor, da fome fresca e tesa,

                                       Levando sua raça para os manicómios.·   

 

                                                    Cristóvão Marquez

                                       03-06-2008    

 

publicado por crimenobairro às 15:45

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