Os vampiros da Baía secreta

05
Jul 08

Beleza

 

Longe da civilização, a beleza emergida no oceano

Perdida na multidão a cidade nua de decoração

Povos passados a enfeitiçaram

Hoje é símbolo de uma nação

 

Sereias a esculpirem o mais belo, em tardes de Janeiro

Foi em tempos passados ao largo do rio

Hoje esculturas vivas a fazem alegrar

Em dia de Carnaval a bailar

 

Sonhei perde-me, ao conhecer-te

Entre o corcovado e o horizonte,

Nas escarpas rochosas do açúcar.

Ou nas vidas activas de Copacabana.

 

Em dia cinzento e viscoso

A caminho da beleza entre águas emergida

No seio do ninho entre irmãs

Senti a ilha do teu nome

 

 Sois Belas, mais belas que o sol no horizonte,

Apaixonei-me por o mistério, a indiferença.

Da janela aberta da visão

Para sentimentos de outra dimensão

 

A sensibilidade da natureza

Nas mãos da erosão, ou da fortaleza.

É a teia da vida

De quem tem alma, mas não coração.

 

Cristóvão Marquez

                       10-06-2007

publicado por crimenobairro às 16:13

A realidade aos meus olhos!

 

Minha querida,

A diferença está patente,

Uns enfrentam,

Não se esquecem das pessoas que o rodeiam.

Outros isolam-se de tudo e todos,

Pensando assim resolver as situações mais complicadas

É obvio, que quem se fecha em si próprio.

Nunca vai ser incomodado,

Porque não incomoda…

Ao contrário, quem vai á luta…

Incomoda, e é incomodado…

Pois, traça normas e regras,

Que cumpre e faz cumprir

Para ter sucesso….  

E como não pode agradar

A gregos e troianos…

Á sempre alguém, a criar obstáculos…

Mas é aqui que se marca a diferença

Sendo determinado…

Solucionando, e ultrapassando as barreiras…

Mas nunca desistindo.

Minha amiga,

Não lideres projectos…

Porque se o fizeres,

Vão ser fracassados…

Demonstras-te que ao primeiro problema,

Vais desistir, e perder tudo…

O que construís-te até então.   

 

Cristóvão Marquez

                        5-6-2008  

publicado por crimenobairro às 16:10

  

Sentimento 

  

A leveza do sentimento pode ser loucura,

O raiar do sol ternura.

A vingança, a sede da bravura,

Mas nos caminhos estreitos da escuridão,  

Sentem-se os passos do funâmbulo sob o arame,

Soletram-se, palavras de uma antiga escrita,

Onde a decifração não podemos falhar,

É como no circo, onde seres místicos alucinados,

Andam numa dança perigosa sob o abismo,

Tornando a vida grande:

Voo, enigma e perigo, 

Exactidão, equilíbrio e medida,

Rendidos á realidade.

No circo, atravessamos o espelho,

Ao encontro de uma história que nos conte,

Os palhaços, são perversos e gentis,

Com o gesto, de simpatia que nos sorri,

E, o rosto pintado de indiferença,

Cercando o sonho de todos nós,

Como o mágico, que com um gesto nos desmente,

O cenário virtual que nos alimenta.

Ou como o arco do tempo que dispara a luz,

Que como uma sombra nos apaga.

As nossas angústias tornam-se imagens.

As certezas, vislumbres.

As sensações, cores.

E a nossa tensão, é tão densa que se pode tocar. 

Eu sei, que não há maior encantamento do que o olhar

O que é mais alto, que o medo.

É como se lembrasse o que fui antes de fazer da vida,

O que a vida fez de mim. Construir uma fortaleza

Contra a vida que se nega, negando-nos.

 

Cristóvão Marquez

                       14-06-2007

 

 

publicado por crimenobairro às 15:55

 

 

Festa na Aldeia

 

Almas riam de alegria,

Era véspera… de tão esperado dia.

O sol cai-a, não tardava a noite…

Para no adro, Esquecer as latinas do azeite

Que Paz! Nem uma árvore bulia,

A não ser o povo que todo mexia.

Quando passei por ali,

Diziam baixinho, e eu li,

Festa em honra do santo,

Não me recordo o nome, mas vi o busto,

Enfeitado de leves sedas,

Junto moças lhe entregavam suas tristezas.

Ao lado, uma fogueira…

E uma pobre velha, toda gaiteira…

- Ó ti´Maria; Ó Tonho.

À noute v´á festa, é de sonho

- Atão na vou!...

Logo eu, s´tá claro que vou!..

Fui j´á acostureira…

À duzeca, á Sulmira…

Amanhar uma sainha,

Sabe com´a é Letinha!...

- Olhe tá´i, o rancho e uns caojuntos,

P´ra dar-mos a´pé juntos.

Os altifalantes badalaram,

E a toda a gente enganaram,

Aparecia o povo enfatiado,

Como se fosse a um baptizado.

Chegavam meia dúzia de engravatados,

Logo se acomodaram como felizardos,

Ganhariam… uma nota preta,

Aquela gente que caiu na treta.

Tudo arranjado, mais parecia uma constelação,

Dali a pouco deu-se uma revolução,

Esperavam o malhão, ou o Português de Braga,

E não aquela maldita praga…

Estrangeira, Pop, da inovação!...

Para um Povo, que não tem essa vocação.

È como o mundo fazer penitencia

Na sua inteira inocência.

Ao longe perdia-se em passos lentos,

O povo a dizer os seus mandamentos…

 

Cristóvão Marquez

22 -05-1992

 

 

publicado por crimenobairro às 15:49

                                     Crime no Bairro

 

                              Será? Num pequeno bairro das Europas,

                                      Ouvem-se gemidos, trazidos por marés,

                                      Serão vozes de povos, ou de Moisés…

                                      Contra os crimes, de, o és Cachopas

 

                                      Só Mates, e, o cenário galáctico,

                                      Da vida, que nada dura para sempre,

                                      A teimosia, das aldrabices do político,

                                      Das filosofias, do movimento da mente…

 

                                       Kant e Aristóteles,

                                       Homens de letras e pensamentos…

                                       Moisés e Sócrates,

                                       Teóricos dos dez mandamentos…

 

                                       O povo do bairro sul, afia os olhos,

                                       Olhando a norte, o bairro das esmeraldas,

                                       Sem o betão, para as caminhadas,

                                       Orgulha-se, dos mimos aos seus povos,

 

                                       A norte do Trópico, continuam as fainas,

                                       Do mar, da terra, o povo aconchegas!...

                                       Aos homens de Einstein, ficou reservado,

                                       A invenção das tecnologias, do mais avançado.    

                                                                                                          

                                        A sul, o crime dos pacóvios…

                                       Matam a natureza, abrilhantam a mesa,

                                       Com a dor, da fome fresca e tesa,

                                       Levando sua raça para os manicómios.·   

 

                                                    Cristóvão Marquez

                                       03-06-2008    

 

publicado por crimenobairro às 15:45

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