Os vampiros da Baía secreta

23
Ago 20

Observo um jardim em flor

na cruzilhada das terras da seda, 

Sinto-lhes o pulsar da vida
ao falar da multiplicaçao,
Papoilas, orquídeas, cravos e tulipas,
belezas extraordinárias da raça humana. 
As flores são os vossos rebentos
Esculpidos em cada dia das vossas vidas. 
Prosa ou verso!
São vocês numa tela,
Pintados com arte e magia. 
Esta viagem!
A terras descritas nos
Manuscritos da santidade,
Fez-me reviver o conhecimento. 
No jardim da minha vida
cravo mais esta tela viva. 
João, Nuno, Filipe
Sónia, Flora e Cidália
São a vida da arte vivida nesta tela. 

José Mendes
16 de Junho de 2018

publicado por crimenobairro às 00:32

Uma tela escrita na madrugada,

anunciava a escaldante aventura.

Há 18 Ju, chegas-te escalada,

Para uma vida futura.

Esculpida a traço de cinzel,

Ténue de beleza e encantos!

Um rosto de sereia decorada a Pincel

Enfurece os rapazes mais malandros.

Há em ti, todos os sonhos,

Sonhos, reais deste mundo!

Para que não passe de sonhos,

A ceara dá um trabalho imundo!

A leveza da sua expressão!

Sorrindo, voando e deslizando!

Ao longo do espaço e do tempo

entrando na estrada infinita da formação.

No mundo misturam-se gentes,

como as fendas da calçada!

crescer e amadurecer,

É um compromisso que terás de compreender…

Certo é, que farás livremente,

o que te apetecer ...

Neste universo de mil e um rosto...

A sério, a vida é tão bela.…. Vive a vida.

 

José Mendes 

25-05-2020

25-05-2020

publicado por crimenobairro às 00:27

Parabéns Diva dos meus sonhos…

Perco-me ao mergulhar no teu olhar…

Porque não é superficial…                                         

Porque não se limita a reflectir o meu…                                        

Porque não se contenta, senão…           

Quando me fixa e me absorve….

Entre as suas doces Camadas de Chocolate

Porque essas meigas pupilas!...

Estão mescladas de uma malícia,

Que me envolve e me apaixona.

 

Sinto o teu toque,

Em cada contorno do meu corpo,

E em cada curva da minha Alma…   

Sinto o roçar dos teus lábios,

O sabor do teu beijo…

O desmaio suave da tua respiração junto ao ouvido.

 

Adoro a tua voz…

Porque é quente, forte, profunda….

Amo o timbre do teu sorriso,

Porque é contagiante…

Porque consigo embrulhar-me na alegria do teu sorriso,

Tornando o meu mundo mais brilhante,

Apagando o cinzento dos dias de tempestade.

 

Perco-me no sabor granulado das tuas palavras,

Na textura Suave dos teus lábios…

Enfim, perco-me á 27 anos…

 

          José Mendes                                         

      11 de Agosto de 2019                                   

publicado por crimenobairro às 00:17

Uma rosa tu mereces
Pois aninhos estás a fazer
Aninhos que são pétalas de uma rosa
Que eu tenho o prazer de conhecer

És amiga e doçura
És carinho e amor
Sempre serás uma musa
Que me desperta o calor

Um calor que dá escrita
Um calor que dá paixão
Um calor de poesia
Que é escrita pelo coração

Beijos deste maluco
Que sempre te vai adorar
Com um lindo amor
Que eternamente vai durar

 

 

        José Mendes

      Agosto 2018

publicado por crimenobairro às 00:04

29
Dez 14
 
A Hicon investe na arte e na cultura,

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impulsionando a formação, em parceria com a EPAB – Escola de Patinagem Artística de Basto.
publicado por crimenobairro às 12:37

27
Jul 11

A arte nasceu um dia,

Descalça e sem ninguém.

Arte foi a natureza,

Do mundo de alguém.

 

Criança do elenco da arte,

Entusiasta enlouqueceu,

Quando imagina numa noite,

Um monstro como eu.

 

Trágico homem da terra,

Por oceanos nunca desbravados,

Foi vivendo maus tempos,

Que em versos os narrara.

 

A melodia da dor, ou da alegria,

Os traços de um cinzel, ou pincel,

Num painel, num palco, ou numa tela.

É a representação natural de um papel.

 

Papel em cinzas se transforma,

Como o castiçal que os elaborou.

 Artista que imortal nunca se mostrou,

Além das obras em que viajou.

 

Pasmados os homens ficaram,

Quando a verdadeira arte, os sobressaltou,

 A natureza da vida,

Que o único artista, elaborou!

 

Cristóvão Marquez

 

11-05-1990

publicado por crimenobairro às 23:42

30
Nov 09

Os desvarios intelectuais

 

 

Sociedade Parca e preconceituosa,

Os antigos bufos do regime

Traidores infiltrados na multidão

Que alimentaram as fogueiras na inquisição

 

 

 

 

 

Cristovão Marquez

30-11-2009

publicado por crimenobairro às 22:51

31
Out 09

 

Um dia, lá longe!...
 
Lá longe, muito longe,
Em trinta anos passados,
Na década de setenta,
Nasceu a amiga, filha dos barros.
 
O Fascínio de conhecer,
A amiga, que desconheço,
Reservada, será assim que a mereço?
Como os atropelos, do anoitecer.
 
Deslumbrante de beleza,
Como S. Catarina, terra de sua realeza,  
Fica, para lá dos oceanos,
A Sul dos paulatinos.
 
Um dia, anseio merecer
O mesmo sentimento de amizade,
Com profunda igualdade,
Da filha, da terra que a viu perder.
 
Senti, o quanto amas,
A terra que te viu nascer,
Os teus olhos derreteram-se, em chamas,
Quanto tua filha, queres dar a ver.
 
Um dia espero conhecer,
Aqueles, que nessa terra bela,
Te dão amor, e prazer,
Será para mim, a conclusão de uma novela!...
 
O enredo iniciou!...
Ao conhecer teu irmão, meu amigo
E tua mãe, que te deu o umbigo!..
Simpática, ai, meu deus como brilhou!...
 
O enredo desencadeou,
Na alegria cativante do teu rebento,
O corpo tomou!..
Com as tertúlias do sentimento!...
 
O desenlace!..
É a incógnita de sempre,
Presente, e impotente,
Como os actores de um romance.
  
Cristovão Marquez 
 
26-06-2007
publicado por crimenobairro às 00:53

29
Set 09

 

Alegre!...
 
Alimentavas a utopia,
Em ti, nascia a chama florescente!...
De um poder entorpecido, decadente…
No seio de um jardim de urtigas.
 
Eras a ancora num porto sem abrigo…
A imagem onírica de laços,
Que nem a distância quebra,
Num lamaçal de ideologias politicas
 
A ansiedade da vida que alegravas,
Criando barreiras ao holocausto das mentiras,
Dos exageros cometidos contra os intelectuais,
E aos atropelos de cada momento.
 
Os espíritos malignos…
Tombarão sob o enfermo do demónio…
Onde a fogueira os vão consumindo
E desaparecerão em cinzas no horizonte…
 
Fracassas-te… nada na vida é simples!...
Onde uns se perdem, outros se forjam…
Nesta encruzilhada que a vida nos propõe,
Em que á coisas necessariamente inevitáveis.
 
Manuel
O tempo será o único juiz sereno.·
És mais uma folha jogada no vento,
Á mercê das suas correntes…
 
 
Cristóvão Marquez
 
30-09-2009
publicado por crimenobairro às 22:07

27
Ago 09

 

Os chulos do manicómio!...
 
O Povo do Bairro está louco
Reina a balbúrdia e a insubordinação
São as maleitas do mouco
Que levaram os Zés á castração 
 
A terra do nosso ilustre Camões
Está árida de costumes e valores
Alimenta vícios a paparica dores          
E ao povo que maleita nas ilustrações
 
Os Bazófias das tretas
Percorrem o Pais a promoverem o leite nas tetas
Secam a vaca, estoiram a prata
Com os impostos da lata
 
A pureza dos orácios
É imaculada e sem vícios
Protegem o Chico esperto com leis
Para estes amealhar uns mil reis
 
Vaie-se!.. a lata... a prata... e a vaca.
Os empreendedores têm-se varrido
As empresas sumido
A mugi doura virou, a fome ataca
 
Já nem o Patriarca milita na salvação
Está perdido com a extradição
Dos valores intelectuais e morais
Que os antepassados defenderam para as classes sociais
 
Cristóvão Marquez
26-08-2009
publicado por crimenobairro às 22:22

04
Jul 09

 

O Zé Povo
 
 
-Ò Ti Felismim, a festa do Padroeiro?...
- Ó afilhado Miquito, foi uma procaria.
- Porqu’é ti Felismim?...
- Ó gaiato nã chegou p’ra os tarecos do meu bichano,
Poco povo, poco arraial, pocos cantadores, mu’to poca festa.
-Por’um acaso!... mas a q’se deveu!...
-Ófraganote os firantes falarucavam, que o Persistente
Stourou o ninheiro d’les prá pulitica…
-Nã diga Tí Felismim!... Mas olhe q’ele s’ta bemposto,
Nos retratos graúdos.
-Pos s’tá Miquito, os oiros e os anhos do povo d’á p’ra tudo,
S’tá farto comum bichano.
- Ó’lá uma c’ousa, ó Tio!...
Q’eque s’tória é essa do anho,
Na me digas qué a do vizinho, que levou á pensão!...
-Ó miúdo c’umo gosto d’ti, saies a teu Tio… espegadote!...
O bicho vai prá pensão, ospois os caos graúdos vão lá cumelo…
Assi o povo nã fala.
-É tudo uma faforrice…
O povo q’ce dane…
 
 
 
Cristóvão Marquez
29-09-2005
publicado por crimenobairro às 13:22

18
Jul 08

 

 

Pobre! coitado!... 

 

 

Sinto, a explosão da loucura,

Do dito guerreiro, com a bravura,

D´um Rei mal treinado,

Que, por erro de estratégia,

Acaba de ser atraiçoado,

Por aqueles!...

Que pretende ser amado.

Tanto enredo, tanta ternura,

Para mendigar,

Ao chocolate da capital.

Os pacóvios, parizitantes,

Sagezam o Zé povo,

Com a viagem da fé,

Que, qualquer ser Católico almeja.

O Mouro de Aleita, já é Fátima 

E a politica, é doutrina ou igreja

Como em tempos,

Salazar e a alcateia,

Ou Hitler, e a sua plateia.

Guerreiro, guerreiro,

Em tempos passados,

Essa querida terra, a defendeu,

Dando-lhe; orgulho, valor,

E nome!...       

Basto, basto, aqui, Basto eu!...

Mouro de Aleita,

O Alcoviteiro,

Em pouco tempo, a vendeu,

Aos Muçulmanos, do além

Trazendo o terror,

Aos que, não são seguidores,  

Daquele que proclama,

Aqui, quem manda, sou eu.

E o povo, murmura!...,

Pobre!... e coitado!...

 

Cristóvão Marquez

22-07-2007

 

publicado por crimenobairro às 18:45

Voo das mariposas

 

Percorrem-se caminhos sinuosos,

Atrás do sucesso, avistando o abismo,

As certezas que nos levam ao estrelato,

Constroem-se, a partir das incertezas.

 

Uma dúzia e meia de anos, no passado,

Tenho a ousadia, de manter vivo o pensamento

Alimentando a alma, com o sonho...

De conhecer as emoções da criação.

 

A distancia percorrida, entre o presente e o passado,

Leva-me ao ensinamento, que o não, não é cruel!...

É apenas, a determinação do objectivo,

Para que seja um composto, como o mel

 

O sim,

É a palavra traiçoeira da contradição.

É o, roubar-me a alma…

E entregar-me á maldição!...

 

Já visitei, a solidão e o insucesso

Muitas vezes, por palrar o sim,

Quando pressentia o não

Tinha-o de o dizer, mas tarde já era!...

 

À noite entro na estrada infinita,

Acompanhado por o silencio,

Percorro mundos, e mundo…

Como um sonâmbulo iluminado por o luar.

 

Mas, não á maior riqueza

Do que a magia, do diálogo que enceto.

 

 

 

Cristóvão Marquez

09-07-2008

 

 

publicado por crimenobairro às 18:39

Lenda Viva

 

 

É a essência do meu fascínio,

Conhecer as suas formas líricas, tranquilizantes…

E o impacto profundo das grutas faladoras.

Sonho conquistar o infinito, da Baia secreta,

Das ilhas perdidas, no oceano.   

As histórias, fábulas da sua existência,

Fascinantes e obscuras na densidade.

O sentir, o intenso e sublime cheiro,

Da terra faminta de água,

Há espera das tempestades tropicais.

As lendas vivas, através dos murmúrios,

O Intenso contraste do pensamento,

Do povo que a habita, e de quem as visita.

Gémeas de formação,

Adormecem assistindo ao cenário galáctico,

Em que as estrelas iluminam a cidade.

Que o nome, simboliza o nascimento…

Perco-me no espaço,

A sonhar, com esta musa verde,

Que me leva à loucura do prazer,

O prazer, do jardim do conhecimento.

 

 

Cristóvão Marquez

07-07-2008

 

 

 

publicado por crimenobairro às 18:30

05
Jul 08

Ser teu amigo, é!...                                 

Compreender o mundo,

um mundo que é só teu.

É ser-te fiel, aos sentimentos,

e nunca te sentires traída,

nos teus pensamentos.                                        

É teres alguém,

com quem compartilhar,

e poderes desabafar,

tudo o que te vai na alma.

É ouvires uma voz amiga,

para não te perderes, na solidão,

encontrando alguém,

que pode dar-te, a compreensão.

É sentires a leveza de outros tempos,

em que na vida, não tinhas pensamentos,

apenas sonhos e, acontecimentos.

É ajudar-te a encontrar um caminho,

numa encruzilhada.

É encontrares o que nunca perdes-te,

vezes sem conta procuras-te, e estava lá...

Tu é, que não identificaste.

É ajudar, a tornar-te o desejo possível...   

Entrando em ti,

e fazendo parte do teu ser...                                 

É ser-te verdadeiro,

amigo e companheiro.

 

Cristóvão Marquez

     30-06-2007                     

                                                                     

publicado por crimenobairro às 17:36

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